Dois casamentos e uma só festa: irmãos gêmeos sobem ao altar juntos e dividem mesma casa com esposas

  • 08/10/2026
(Foto: Reprodução)
Irmãos gêmeos se casam no mesmo dia e uma festa única em Bauru Um casamento fora do comum chamou a atenção de convidados e fornecedores em Bauru (SP). A celebração, que foi realizada no mês de setembro, reuniu uma única cerimônia e uma só festa, mas oficializou a união de dois casais. Os irmãos gêmeos idênticos Vitor e Henrique de Azevedo, de 27 anos, cresceram dividindo amigos e eventos, e decidiram também subir ao altar juntos. A escolha por um evento conjunto, no entanto, partiu das noivas, Thayna dos Santos, de 22 anos, e Giovanna Rosa, de 24. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp Dois casamentos e uma só festa: irmãos gêmeos sobem ao altar juntos no interior de SP e dividem a mesma casa Arquivo Pessoal/Reprodução LEIA TAMBÉM Irmãs do interior de SP dão à luz no mesmo dia e dividem quarto na maternidade Noiva que casou de vermelho em 1997 e virou matéria na TV Globo hoje trabalha com casamentos e relembra ousadia: 'Realização de um sonho' Após cerimônia em hospital, casal realiza 'casamento dos sonhos' em castelo no interior de SP Atualmente, os dois casais, que são de Bauru, moram na mesma casa em Santos, no litoral paulista, onde os irmãos abriram um estúdio de musculação. Em entrevista ao g1, eles contam como surgiu a ideia de unir as celebrações, os desafios do planejamento duplo e a dinâmica de dividir o mesmo teto. Giovanna e Henrique namoram desde a adolescência e construíram o relacionamento ao longo do amadurecimento da vida adulta, mesmo com a distância inicial quando ele se mudou para cursar Educação Física. O mesmo aconteceu com Vitor e Thayna, que começaram a namorar entre 2019 e 2020 — período em que ele também ingressou na faculdade de Educação Física no litoral. Anos depois, Thayna se mudou para a cidade e iniciou a graduação. Henrique e Vitor celebraram a união com Giovanna e Thayna em cerimônia conjunta em Bauru (SP) Arquivo Pessoal/Reprodução A ideia de oficializar a união surgiu na mesma época para os dois casais. Como os quatro já moravam no litoral e os noivos compartilhavam os mesmos amigos e familiares, Vitor e Henrique sugeriram a realização do casamento duplo. As cunhadas concordaram com a ideia e assumiram o planejamento da festa. “Eu e a Giovanna pensamos: é a mesma família, os mesmos amigos, e gostaríamos que todo mundo estivesse na cerimônia. Como nós duas nos damos bem, chegamos à conclusão de fazer um único casamento. No início do planejamento achei que não ia dar certo, porém fomos conversando e percebendo que nossos gostos eram parecidos”, relata Thayna. Irmãos gêmeos sobem ao altar juntos no interior de SP e dividem a mesma casa Arquivo Pessoal/Reprodução Sobre o formato da cerimônia, Henrique conta que o tio é pastor e foi o responsável por celebrar o casamento tanto no civil quanto no religioso. O momento foi de realização para toda a família. “Em dezembro perdemos nosso avô e isso nos aproximou. Meu tio realizou nosso casamento no civil e, ao chamá-lo para a cerimônia, ele aceitou. Foi muito emocionante”, explica Henrique. Vitor compartilhou ainda que a mãe deles também tem uma irmã gêmea idêntica e que, ao saber do casamento conjunto, ficou muito emocionada por poder entrar no altar com os dois filhos ao mesmo tempo. Vitor e Henrique com a mãe durante cerimônia de casamento duplo em Bauru (SP); mãe dos noivos também tem uma irmã gêmea idêntica Arquivo Pessoal/Reprodução Dinâmica da celebração Os casais relatam que a proposta também foi uma novidade para os fornecedores, que nunca haviam realizado um casamento duplo de gêmeos. Como já moravam fora de Bauru durante o planejamento, as reuniões eram feitas quase todas de forma online para estruturar um evento único, mas que respeitasse a individualidade de cada casal. Giovanna explicou que o grupo encontrou formas de garantir que cada um tivesse seu momento especial: houve a entrada de uma noiva por vez, cada uma com sua própria música e acompanhantes. O mesmo ocorreu com o buquê, já que dois foram jogados, um por cada noiva. Thayna e Giovanna jogam os buquês em casamento duplo em Bauru (SP) Arquivo Pessoal/Reprodução "Como eu namorava há 8 anos, eu queria casar primeiro”, brinca Giovanna ao explicar que essa foi uma das poucas exigências que fez questão de priorizar. Diferente das noivas, os irmãos optaram por se manter unidos no momento tradicional da arrecadação de gravata e passaram uma única peça entre os convidados. Ao todo, 20 casais foram padrinhos. O número expressivo ocorreu porque alguns foram escolhidos para apadrinhar ambos os casais, enquanto outros foram exclusivos de Thayna e Vitor ou de Giovanna e Henrique. Com 20 casais de padrinhos, a cerimônia teve quem apadrinhasse um só casal e quem apadrinhasse ambos. Arquivo Pessoal/Reprodução Eles relembraram que a intenção original era realizar o casamento civil no mesmo dia em Bauru, o que não foi possível por conta de compromissos de trabalho de Giovanna e Henrique. Ainda assim, as assinaturas ocorreram em datas próximas: a de Vitor e Thayna foi em 7 de janeiro, e a de Giovanna e Henrique em 10 de janeiro. Na escolha dos vestidos, cada noiva definiu o próprio estilo e encontrou o modelo em lojas e cidades diferentes. O mesmo critério seguiu para os trajes dos noivos. Giovanna participou da escolha do terno de Henrique. No caso de Vitor, a noiva tentou opinar, mas ele se encantou por um modelo na cor vinho, que chamou a atenção no dia do evento. "Eu escolhi assim e foi até um choque para muita gente, porque entrar de vinho era algo que ninguém esperava. Por coincidência, quando fui provar o traje, a pessoa que nos atendeu também era gêmea idêntica", conta Vitor. Convivência sob o mesmo teto Os irmãos se mudaram para a Baixada Santista entre 2019 e 2020 por causa da faculdade e, na época, foram morar com o pai, que é professor em uma universidade da cidade. Ao concluírem a graduação, resolveram investir as economias na abertura de um estúdio de musculação. Hoje, eles se dividem nos turnos de trabalho: um assume o período da manhã e o outro o da tarde. "Abrimos o estúdio aqui, então o Henrique trabalha de manhã e eu trabalho entre a tarde e à noite. Estamos sempre juntos, em parceria", afirma Vitor. Irmãos gêmeos sobem ao altar juntos em Bauru (SP) e dividem a mesma casa no litoral paulista Arquivo Pessoal/Reprodução Com o investimento feito e a mudança das namoradas para o litoral, os quatro entraram em um acordo para dividirem o mesmo apartamento por um período de um a dois anos até se estruturar financeiramente para que cada casal siga para sua própria casa. Segundo os irmãos, a dinâmica interna da residência foi organizada pelas noivas, já que os dois já estavam acostumados com a convivência entre irmãos. Hoje, Thayna e Giovanna contam que já procuram novos apartamentos na cidade, mas com uma exigência em comum: que fiquem no mesmo bairro ou até mesmo prédio. "Queremos morar em um lugar próximo, de preferência no mesmo prédio. Como os meninos trabalham mais à noite, eu e a Giovanna passamos muito tempo juntas conversando, cozinhando e dançando”, explica Thayna. Giovanna também destaca a amizade entre as duas: “A Thayna é minha companhia e minha rede de apoio”. Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região

FONTE: https://g1.globo.com/sp/bauru-marilia/noticia/2026/10/08/dois-casamentos-e-uma-so-festa-irmaos-gemeos-sobem-ao-altar-juntos-e-dividem-mesma-casa-com-esposas.ghtml


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