PF pede afastamento imediato do prefeito de Jaú por suspeita de 'gabinete paralelo' e corrupção

  • 24/10/2026
(Foto: Reprodução)
PF de Bauru pede afastamento do prefeito de Jaú em inquérito sobre corrupção A Polícia Federal de Bauru (SP) pediu o afastamento cautelar imediato de Ivan Cassaro (PSD) do cargo de prefeito de Jaú (SP). A solicitação consta no relatório final de um inquérito que apura corrupção, organização criminosa e crimes eleitorais envolvendo o chefe do Executivo e outras 12 pessoas. Segundo a PF, o afastamento busca evitar retaliações ou intimidação a testemunhas e colaboradores, já que o prefeito mantém poder de influência sobre os servidores públicos. Cassaro foi indiciado por corrupção passiva, organização criminosa e corrupção eleitoral. Esse é o segundo mandato do político, que venceu a disputa nas eleições municipais de 2024. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp Em nota à TV TEM, o prefeito de Jaú informou que está com a "consciência tranquila" e classificou a denúncia como uma "perseguição pessoal e política" promovida por opositores após a sua reeleição. Veja a íntegra abaixo. Ivan Cassaro, prefeito de Jaú (SP) Reprodução/Ivan Cassaro/Facebook O chefe do Executivo destacou ainda que todos os esclarecimentos já foram prestados nos autos do processo e que não divulgará mais detalhes sobre a investigação porque o caso tramita em segredo de Justiça. (Veja a íntegra abaixo). 'Gabinete paralelo' e pagamentos via PIX A investigação aponta que um grupo informal foi estruturado na administração municipal para manipular o debate político e a opinião pública em Jaú. O esquema pagava comunicadores para exaltar a gestão e atacar adversários com desinformação. Rede de páginas e rádio: radialistas, influenciadores e administradores de páginas regionais recebiam remunerações clandestinas em torno de R$ 1,5 mil por mês; Extorsão de fornecedor: o responsável pelas obras do estádio municipal revelou, por meio de ata notarial com 24 áudios, que medições e pagamentos da obra ficavam travados na prefeitura até que ele fizesse repasses via Pix diretamente aos comunicadores indicados pelo gabinete; Beneficiário final: conforme a polícia, todo o esquema funcionava para promover artificialmente a imagem de Cassaro e influenciar o eleitorado local. Ao todo, 13 pessoas foram indiciadas no relatório final. São elas: Ivan Cassaro, prefeito de Jaú; Um secretário e um ex-secretário municipal; Dois empresários; Sete comunicadores; A esposa de um dos comunicadores. Operação Mídia Cativa PF cumpre mandados e apura compra de apoio político e reportagens em Jaú O esquema foi alvo da Operação Mídia Cativa, deflagrada em maio de 2026, quando agentes federais cumpriram 13 mandados de busca e apreensão autorizados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) em Jaú, Dois Córregos (SP) e Nhandeara (SP). De acordo com o inquérito, um ex-secretário coordenava os repasses financeiros clandestinos e cobrava as publicações. Já um secretário em exercício enviava pautas, vídeos e orientações editoriais sobre quem deveria ser elogiado ou criticado. A Polícia Federal deflagrou operação que investiga crimes de corrupção eleitoral, associação criminosa e abuso de poder econômico Polícia Federal O que diz a prefeitura Em nota oficial, a Prefeitura de Jaú afirmou que o caso corre sob segredo de justiça e que todas as manifestações serão apresentadas exclusivamente no processo judicial. A administração destacou que a nota também representa o posicionamento pessoal do prefeito Ivan Cassaro. Nota enviada pelo prefeito 'Fui reeleito prefeito de Jaú com expressiva votação e elevado índice de aprovação popular. Permaneço sereno, de consciência tranquila e firme no compromisso de honrar a confiança que os jauenses depositaram em mim. Não é a primeira vez que enfrento tentativas de perseguição pessoal e política promovidas pelo mesmo grupo de opositores que, inconformados com as derrotas nas urnas, insistem em tentar atingir minha honra, minha imagem e a legitimidade do meu mandato. Já foram inúmeras tentativas por meio de processos e medidas judiciais, todas sem êxito. Aqueles que não conseguiram vencer a vontade popular nas urnas insistem em utilizar outros caminhos para tentar deslegitimar uma escolha democrática. Tenho plena confiança de que, mais uma vez, essas investidas não prosperarão perante a Justiça. Todos os esclarecimentos já foram devidamente prestados nos autos, e minha defesa demonstrará a perseguição pessoal e política que venho sofrendo. Como o procedimento tramita em segredo de justiça, não divulgarei detalhes, em respeito às determinações legais. Não permitirei que disputas políticas ou interesses de adversários desviem minha atenção daquilo que realmente importa: trabalhar por Jaú e honrar a confiança da nossa população. Continuarei exercendo meu mandato com responsabilidade, determinação e a consciência tranquila. Meu compromisso é com a verdade, com a Justiça e, acima de tudo, com os jauenses. A resposta aos meus adversários continuará sendo dada com trabalho, resultados e respeito à vontade soberana da população de Jaú".

FONTE: https://g1.globo.com/sp/bauru-marilia/noticia/2026/10/24/relatorio-pf-operacao-midia-cativa-jau.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

No momento todos os nossos apresentadores estão offline, tente novamente mais tarde, obrigado!

Anunciantes