Quase 300 mulheres profissionais de enfermagem relatam violência no ambiente de trabalho no interior de SP, aponta Coren
30/03/2026
(Foto: Reprodução) Levantamento aponta violência contra profissionais de enfermagem
Um levantamento feito pelo Conselho Regional de Enfermagem (Coren-SP) identificou vítimas de violência contra a mulher entre profissionais da equipe de enfermagem no ambiente de trabalho, considerando auxiliares, técnicas e enfermeiras. No interior paulista, quase 300 mulheres foram vítimas.
O levantamento interno feito pelo Coren-SP em 2025 ocorreu durante uma campanha voltada à prevenção e ao combate desse tipo de violência. A TV TEM e o g1 obtiveram os dados referentes a algumas cidades das regiões de Presidente Prudente, Rio Preto, Bauru, Itapetininga e Sorocaba.
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Além disso, como a equipe de enfermagem está na linha de frente no atendimento de pacientes vítimas de violência, ao mesmo tempo em que oferece apoio, também pode acabar se tornando vítima.
Quase 300 profissionais de enfermagem sofrem violência contra a mulher no interior de SP, aponta Coren
Freepik/Reprodução
Quantidade de casos registrados
No estado paulista, o número é ainda mais preocupante, já que o conselho identificou que mais de 80% dos profissionais de enfermagem já sofreram algum tipo de violência, uma vez que a categoria é composta majoritariamente por mulheres.
Já no interior, entre os tipos de violência identificados contra as profissionais da saúde, os casos mais recorrentes são de violência física e verbal. Confira os dados por região:
Presidente Prudente: 15 profissionais foram vítimas;
Dracena: 8 profissionais;
Adamantina: 6 profissionais;
Presidente Venceslau: 1 profissional;
Bauru: 50 profissionais;
Marília: 27 profissionais;
Botucatu: 43 profissionais;
Bastos: 2 profissionais;
Sorocaba: 81 profissionais;
Itapetininga: 11 profissionais;
São José do Rio Preto: 57 profissionais.
Diante deste cenário, a Câmara Municipal de Presidente Prudente realizou, na última quinta-feira (26), uma reunião pública, em parceria com o Coren-SP, para discutir o enfrentamento da violência contra a mulher.
O encontro teve como objetivo debater a prevenção, o acolhimento e o fortalecimento da rede de proteção às mulheres. A proposta surgiu diante do aumento e da repercussão de casos de violência física, psicológica, moral e de feminicídio, o que aponta para a necessidade de ações coordenadas e contínuas por parte do poder público.
A reunião também discutiu estratégias de conscientização, atendimento humanizado e integração dos serviços disponíveis para atendimento às vítimas.
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